Uma nova forma de medir o crescimento econômico que leve em consideração fatores como felicidade e qualidade de vida da população: esse desafio está no centro das discussões de renomados economistas, políticos e acadêmicos. Uma comissão internacional liderada por Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia em 2001, está movimentando o mundo com uma proposta de novas medidas para cálculo do desempenho econômico dos países, que leve a uma reformulação do Produto Interno Bruto (PIB). A principal defesa é que fatores como bem-estar social, qualidade de vida e sustentabilidade ambiental sejam levados em consideração nas estatísticas, adicionalmente aos aspectos econômicos.
Entre diversos estudos e pesquisas, o Comitê cita o caso do Butão, um pequeno país asiático que criou, em 1972, o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB). A FIB nasceu a partir do questionamento sobre se o PIB seria mesmo o único (ou melhor) índice para designar o desenvolvimento de uma nação. De lá para cá, foram feitos diversos estudos para que a felicidade interna bruta pudesse ser medida e transformada em indicadores.
Por meio de quatro pilares da FIB, cultura, meio ambiente e boa governança, além do desenvolvimento econômico, derivam-se nove domínios de onde são extraídos indicadores para que a “felicidade” de uma nação seja avaliada. Esses domínios são desmembrados em outros, cada vez mais específicos.
Icatu Seguros levanta a bandeira da FIB no Brasil
Na visão da Icatu Seguros, o PIB está relacionado unicamente a aspectos financeiros, já a FIB leva em conta outros valores muito importantes. “No geral, o mercado funciona segundo a visão do PIB, oferecendo produtos focados em resultados financeiros. A Icatu Seguros segue a lógica da FIB, pois acredita que as pessoas devem perseguir a sua realização a longo prazo. Ou seja, o negócio é ir além dos números e incorporar ao dia a dia um conjunto de medidas práticas e atitudes que resultam em uma vida mais equilibrada, pautada pela ética, consciência ambiental e, consequentemente, mais feliz”, afirma Aura Rebelo, diretora de marketing da Icatu Seguros.
“A Icatu Seguros está totalmente alinhada com o pensamento da comissão que estuda a revisão do cálculo do PIB e apoia completamente uma nova fórmula para mensurar o desenvolvimento econômico. Um bom exemplo disso foi trazermos o Joseph Stiglitz para o Brasil, em abril deste ano”, comenta Aura Rebelo.
A Icatu Seguros é a primeira empresa brasileira a adotar a FIB em suas ações e é uma das grandes responsáveis pela disseminação do conceito no país. “Abraçamos a FIB porque ela expressa exatamente os valores em que a companhia acredita. A felicidade é o objetivo de todos. Ela deve ser buscada, trabalhada e medida”, diz a diretora de marketing. “A FIB está nos projetos que desenvolvemos, nas atitudes que tomamos, nas ideias que propagamos e nos produtos da Icatu Seguros”, completa.
Desde que adotou o conceito, em 2008, a empresa tem como meta incentivar as pessoas a iniciar um projeto próprio de felicidade, começando pelos próprios funcionários. Os frutos disso já se refletem no índice de satisfação interna dos funcionários, que hoje está em 70%, valor superior à média do mercado, que é de cerca de 60%. |