Quando estão perto de se aposentar, as pessoas costumam dizer que preferem parar aos poucos do que largar tudo de uma hora para outra. Assim, teriam mais tempo de substituir suas atividades diárias, relações sociais e também de se acostumar com o novo ritmo de vida. Mas será que a felicidade na aposentadoria realmente depende da forma como nos desligamos do trabalho, se gradual ou abruptamente?
Pesquisa do Boston College, nos Estados Unidos, sugere que não. Segundo resultados do estudo feito pelo Centro de Pesquisas da Aposentadoria da faculdade, o que realmente importa não é como o processo de aposentadoria ocorre mas, sim, como a pessoa percebe essa transição: se foi uma decisão forçada ou uma escolha pessoal. É mais feliz quem se aposenta por sua própria vontade do que aquele que se sente obrigado a isso.
De acordo com a pesquisa, dois outros fatores também influenciam – e muito – o bem-estar ao longo da aposentadoria. A rede de relacionamentos é um deles. Aposentados casados, por exemplo, tendem a ser mais felizes do que os solteiros. O outro fator é a saúde. Manter-se ativo e socialmente integrado tem uma forte relação positiva com a saúde durante a aposentadoria. No estudo, aqueles que apontaram uma melhora na saúde em geral indicavam também aumento na sensação de felicidade.
Para saber mais, ouça o comentário de Mara Luquet, na CBN (Pesquisa revela de que maneira as pessoas preferem se aposentar), ou leia a íntegra da pesquisa (em inglês): What makes retirees happier. |
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