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Aos 85 anos de idade você será mais feliz consigo mesmo do que aos 18. Pelo menos é o que sugere um estudo feito com aproximadamente 340 mil pessoas nos Estados Unidos, pela Gallup, publicado no New York Times. Os pesquisadores não sabem precisar por que isso acontece, o fato é que sob quase todos os aspectos, as pessoas parecem ficar mais felizes à medida que envelhecem.
O resultado do estudo, divulgado em maio, no Proceedings of National Academy of Sciences, foi uma boa notícia para os idosos e aqueles que estão envelhecendo. Em geral, as pessoas chegam aos 18 anos se sentindo muito bem consigo mesmas e, em seguida, aparentemente, a vida começa a sair dos trilhos. Elas vão se sentindo cada vez pior, até chegar aos 50. Nesse ponto, há uma mudança acentuada, e as pessoas tornam-se mais felizes à medida que envelhecem. Ao atingir 85, elas estão ainda mais satisfeitas consigo mesmas do que estavam aos 18 anos.
Feita por telefone, em 2008, a pesquisa abordou pessoas com idades entre 18 e 85 anos, perguntando sobre idade e sexo, eventos atuais, finanças pessoais, saúde e outros assuntos. Havia perguntas também sobre o "bem-estar geral", pedindo que cada pessoa classificasse sua satisfação com a vida numa escala de 10 pontos. Finalmente, havia seis perguntas do tipo "sim ou não", sobre as emoções vividas por ela no dia anterior: divertimento, felicidade, estresse, preocupação, raiva e tristeza.
O estado emocional varia ao longo da vida
Ao medir o bem-estar imediato – o estado emocional do dia anterior –, os pesquisadores descobriram que o estresse diminui dos 22 anos em diante, atingindo seu ponto mais baixo aos 85. A preocupação permanece bastante estável até os 50, quando entra em franco declínio. A raiva diminui de maneira constante a partir dos 18 anos, e a tristeza sobe a um pico aos 50, diminui até os 73, então aumenta levemente até os 85.
O divertimento e a felicidade possuem curvas similares: ambas decaem gradualmente até os 50 anos, ficam estáveis pelos 25 anos seguintes, e em seguida caem muito levemente no final – sem nunca voltar ao ponto baixo dos 50.
Os pesquisadores, entretanto, não sabem exatamente por que isso acontece. "Pode ser que haja mudanças no ambiente", disse Arthur A. Stone, autor de um novo estudo baseado na pesquisa, “ou poderiam ocorrer alterações psicológicas na forma como enxergamos o mundo, ou até mesmo algo biológico – por exemplo, química cerebral ou mudanças endócrinas”.
O estudo não foi projetado para descobrir quais fatores tornam as pessoas felizes, e as perguntas sobre saúde não foram específicas o suficiente para gerar conclusões a respeito do efeito das doenças ou deficiências sobre a felicidade na terceira idade. Seja como for, para aqueles que se planejam financeiramente para garantir um bom padrão de vida no futuro, saber que contarão também com a ajuda da idade para garantir seu bem-estar é ainda mais animador.
(02/06/2010)
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